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Eu fui assim: Jantar com o namorado

It’s so nice to see you. Can we see and talk for a while?

A gente merecia um jantar especial. Não que aquele velho cuscuz com ovos e café não fosse, mas o dia pedia uma saída para algum lugar dadas as bonitas circunstâncias. A gente deveria ficar junto em um lugar aconchegante que desse para trocar rápidos carinhos durante a comida. A gente merecia ser nós em público naquele dia. Escolhemos (ou escolhi hehe) o Pasta Fest, porque a minha veia italiana adora uma massa. Eu adoro também ser bem tratada e não gastar muito para comer. Mas aquele dia pedia um pouco mais de mino, um gasto maior ao que estamos acostumados. Combinamos o horário e lá estávamos nós, indo àquele restaurante. Chegando lá, lotação. Não entendi porque todas as pessoas da cidade resolveram sair para jantar naquele lugar naquele sábado. Tudo bem.  Encontramos uma mesa. Sentamos ao lado um do outro e nossos pratos estavam tão juntos que não tocar um no outro durante a comida era impossível. Lindo. Confirmamos ao garçom que seriam dois rodízios. Pois é! Estávamos com fome. Ou seria com vontade de ficar junto o máximo de tempo possível? Aposto nas duas alternativas. A noite foi se dando entre espaguetes, fatias de pizza, nhoques, carinhos, sabores e uma variedade de massas tão grande que fizeram os meus genes italianos pularem de alegria. Saciados, o resto da noite se deu como prevíamos: exaustos, aninhados um no outro e comentando da comida com aquele sentimento de que “Poxa,  tivemos uma noite linda!”.

 Eu queria estar bonita e usar uma roupa inédita.  Ou uma combinação inédita. Coisa de mulher, sabe? Gostei da mistura de cores e do resultado final. Só não gostei muito da minha barriga que está saliente nas fotos antes mesmo do jantar. Imagina como ficou depois de quilos de massa? Trágico. A noite pediu até maquiagem. Fiz uma coisa leve com rímel para dar volume aos cílios, blush para uma cara de saudável e um batom rosinha.  

 ~ terminada a parte fofa do post, vem a parte  fashion ~ 

A saia xadrez e a camiseta cinza foram achados bem baratos do II Bazar Lavou Tá Novo (informações no feicebuqui).  A sapatilha preta com lacinho na frente foi presente de aniversário da mamis e eu não lembro a marca. Eu não tirei foto dela porque ela não merece. Por eu tê-la usado por poucas vezes apenas, fez um calo horrendo e eu fui obrigada a usar band-aid. Claro que ela não deixa de ser linda, mas quando ficar mais confortável e começar a merecer aparecer no blog, eu tiro fotos. A bolsa é muito amor ♥ Quero dormir com ela para vocês terem noção. Foi uma compra feliz na Zara do Shopping Recife no começo de novembro. Tinha com outras combinações de cores também como azul marinho e vermelho. Se eu tivesse $condições$ teria trazido ao menos mais uma. As pulseiras coloridas são fruto do Bazar, a de contas marrom veio direto da Casa da Cultura em Recife, a azul com o símbolo do infinito é da Avon e e o relógio é o Champion de sempre. O colar menor é sem marca e o outro da gaiola com o passarinho já apareceu aqui – é da Riachuelo e foi presente do namorado.

Beijo,

Carmem

P.S.  1) Esse dia foi em novembro, mas como tudo está atrasado nesse blog, tá valendo.

Diário de uma (ex) seriadora compulsiva

Engraçado como algo que de define pode parar de fazer parte de você.

É de uma tristeza sem tamanho não se ver mais empenhada em baixar seriados ou passar as madrugadas esperando uma legenda abençoada sair.  Já escrevi aqui a minha lista de séries favoritas e posso falar que nem sofri muito com  o hiato dessa vez, que nem contei os minutos para a volta de uma série (exceto Grey’s Anatomy que é paixão das antigas <3), tampouco vi algum teaser, trailler, promos etc. Dizem que mudar é bom, dizem que não devemos nos arrepender daquilo que deixamos para trás e não devemos ter medo daquilo que vamos encontrar. Falar é mais fácil que agir, deveras. Assistir séries e ter tempo de acompanhar certinho umas 12 (ou 14) era algo que me fazia continuar jovem e sem elas, eu não me sinto mais assim. Me sinto velha, cansada e com obrigações que ultrapassam quaisquer espectativas que eu viesse a ter sobre o meu futuro. Às vezes me pergunto quando foi que eu parei de ver as séries com tanto empenho. Me pergunto quando que eu deixei que lutar com a minha conexão de internet por um mísero episódio só pra saber como continua determinado plot e me surpreender, xingar e chorar com mais uma invenção dos autores. Às vezes, me pergunto se eu continuo sendo a mesma que se definiu como seriadora compulsiva no “about” desse blog.

Alguns podem me dizer que nessa etapa do curso universitário (3° ano de psicologia) as coisas ficam mais tensas e realmente o tempo (mal organizado, por vezes) é pouco para a carga de leitura e tarefas as quais eu me meti. É, eu me meti em muitas coisas nesse ano. Escolhi disciplinas, disse sim a grupos de pesquisa e ainda resolvi encarar institucionalmente um centro acadêmico. Vendo esse quadro, até parece que eu sou um exemplo de estudante, né? Risos eternos. Cadê as minhas séries dentro da minha agenda? Antes dormia pouco vendo séries e hoje, às vezes nem sei porque eu acabo dormindo tão tarde.

Com as séries eu me sinto viva. Sem elas, é como se eu estivesse morrendo aos pouquinhos. Talvez os blogs tenham ocupado esse espaço antes pertencente às séries. Talvez caiba naquela lista de promessas para o ano vindouro um retorno às minhas muitas séries queridas. Talvez o meu tempo com elas tenha passado. E não, não lamentarei. Sabe aquela história de que foi eterno enquanto durou? Então, acho que assim foi a minha relação com as séries. Talvez eu tenha que me dedicar às minhas três paixões do momento: Grey’s Anatomy, The Big Bang Theory e The Good Wife! Quatro, se considerarmos White Collar. Cinco se considerarmos One Tree Hill. Seis…

Beijo,

Carmem

Eu fui assim: Casamento

Eu não gosto de salto. Eu até que sei andar, mas não é uma coisa que eu me sinta maravilhosamente bem usando. Sou adepta das sapatilhas com muito orgulho. Mas quando somos convidados a casamentos e tendo 20 anos (isso na época do casamento porque eu já fiz 21 no último 25 de outubro) a coisa muda de figura. A ocasião pede algo mais elaborado e para mim, acaba sendo uma diversão pensar com que roupa ir a esses eventos. Oportunidades únicas de ver a primagem (coletivo de primos); de ver os seus parentes mais jeitosinhos e conversar com gente que faz parte da sua família que você nem fazia ideia que existia. Eu posso até não gostar de saltos, mas até que gosto desses momentos. O casamento da vez foi de uma prima do meu pai. A cerimonia foi em uma Igreja no João Alves (fica em N.Sra do Socorro, região metropolitana de Aracaju). A comilança festa foi em um salão lindo com três andares, sendo que a festa se concentrou em dois deles. Muito docinho, muito salgadinho delícia e muitas risadas com a parentada reunida em uma das muitas mesas gigantes. E eu estava vestida assim, ó:

A saia (dá para ver o brilho dela, na foto?!) e a blusa são da coleção Cris Barros para Riachuelo encontradas em uma dessas araras de promoção, que ninguém quer mais. A Sandália é Dakota, comprada em São Paulo no começo do ano. O anel de pavão e as pulseiras são fruto do II Bazar Lavou Tá novo!. O anel com o símbolo do infinito é Renner e o outro foi comprado no centro de Guarulhos (esse último já apareceu muito por aqui hehe) A bolsa é Topeiras, a tiara de pérolas com duas voltas é Riachuelo e uma correntinha bem discreta no pescoço é sem marca. Ah, o batom vermelho poderoso é o Hot 2 da Água de Cheiro presente de uma amiga (na verdade, ela ganhou de brinde e só me deu porque eu sou branquela e combino com batons vermelhos e ela não combinaria hehe)

Sobre perdas (ou não)

Eu não gosto de perder.E nem estou falando de jogos ou competições, porque quanto a isso, a minha pouca habilidade na maioria deles é evidente. Eu não gosto de perder coisas. Talvez porque em cada coisa que eu ganho/compro, eu coloque afeto e um pouco de mim nelas. E sempre que elas se vão, pedaços de mim vão junto e a recuperação não é algo muito fácil. O meu próprio corpo responde à perdas de forma diferente, que eu não vou saber explicar. Posso parecer uma menina mimada que não sabe lidar com perdas, que vamos combinar, acontecem a todo o tempo na nossa vida. Posso parecer uma criança que ainda não aprendeu a lidar com isso, e acabam sofrendo por coisas que provavelmente não vão voltar.  Penso que essa minha característica se deva ao fato de eu me apegar muito a pequenos detalhes, pequenos objetos que me ajudam a significar pessoas e momentos.

Em abril de 2009, perdi o primeiro celular da história das minhas perdas de celulares aqui em Aracaju. Era um Nokia muito amor que foi o meu primeiro celular com visor colorido! Acontece que ainda com poucos meses morando nessa cidade, acabei doando esse aparelho para um rapaz que, por acaso, estava no mesmo ônibus que eu. O legal, foi que a doação foi sem o meu consentimento.  O primeiro furto da nossa vida, não dá para esquecer. Depois disso, uma amiga me emprestou um celular que não estava sendo utilizado, que poderia me servir até que eu conseguisse comprar outro. Esse aparelho ficou comigo até o dia 2 de novembro do mesmo ano, e dessa vez, um outro rapaz (moreno), depois de me cumprimentar, pediu o meu celular, de modo educado até.  Depois de muitas lágrimas derramadas, noites sem dormir e um medo do lugar em que tudo aconteceu que me acompanha até hoje, ganhei um outro de presente de Natal. Este ficou comigo do final de 2009 até o mês passado, quando saindo da Universidade depois das 21h, percebi que ele não se encontrava mais entre nós – quer dizer, tinha se esvaído da minha bolsa pela mão de outrem.

A reação natural das pessoas, depois de me fazer parar de chorar quanto ao fato de eu ser abandonada por celulares é ficar feliz por não ter acontecido nada grave comigo e de que o objeto poderá ser substituído. Não sei se trata de substituição aqui. Por mais que eu entenda e fique feliz por estar bem, eu não consigo não ficar triste por contatos, mensagens, fotos, músicas, vídeos, que eu não recuperarei. Trata de construir novos afetos e colocar mais pedacinhos de mim nas coisas, mesmo que não saiba mais quantos mais pedaços eu tenho a dispor. Cansa tentar algo novo e não ser reforçada com isso. Cansa ser repreendida sem motivo. E o cansaço vem com toda forma de irritação e chatice que eu consigo imaginar e elaborar.

Não consigo não contaminar as pessoas ao meu redor com o meu choro, ou os meus gritos e/ou todo o meu chilique, que acaba incomodando quando o limite de paciência (ou não) do outro é invadido. Estou falando de celulares porque parecem perdas mais pontuais que me obrigaram a recomeçar, de alguma forma. A recomeçar a ter medo. A recomeçar a me lamentar por coisas não vividas. A recomeçar a reclamar de algumas limitações que eu tenho. A recomeçar a não sair de casa com a frequencia de antes. A recomeçar a perder a vontade de me dedicar a coisas acadêmicas (Eu deveria estar fazendo uma resenha a ser entregue amanhã, nesse momento).  A recomeçar a querer dormir muito (e sempre) porque o mundo dos sonhos, inclusive com pesadelos, é passível de algum controle, enquanto que aqui, a coisa anda de outra forma. A recomeçar a não cuidar da minha aparência porque não vejo qualquer diferença ou benefício nisso. A recomeçar a desdenhar coisas que eu uso para ficar mais “jeitosinha” cujo dinheiro poderia ter sido investido em algo de maior proveito. Normalmente “recomeços” vem acompanhados de toda uma positividade que passa longe desse meu contexto recheado de perdas.

Carmem

P.S. 1) Foto do Tumblr

      2) Esse post é in memoriam de uma pulseira comprada ontem e perdida ontem mesmo.

Comida: Jantar delícia II

Mais um post de comida e dessa vez foi daquelas em que você fica com desejo o dia todo e quer fazer quando chegar em casa. Eu tenho altos desejos de comida bem aleatórios tipo aquele pão de queijo que eu comi em tal lugar tal dia, aquela pizza de dia seguinte, aquele brigadeiro que fulano vendia etc.
Tomando café da manhã assistindo ontem a um programa qualquer de culinária, vi o apresentador falar que a receita de hoje consistiria em um “Bolo férias”. Logo me animei quando ele disse as palavras liquidificador e rápido.  Um bolo salgado de liquidificador recheado com mussarela, mortadela, rodelas de tomate, tomate seco e azeitona picada. Uma combinação muito boa e visualmente apresentável.
Almocei, sai para cumprir a minha rotina universitária e cheguei em casa com uma necessidade (absurda) de fazer essa receita para o meu jantar e não deu outra, lá fui eu juntar os ingredientes na dispensa e gastar o restinho de energia que eu tinha, depois de um dia cheio, com uma comida delícia.
Não sei porque o nome da receita é “bolo férias”, uma vez que não estamos em época de férias e o programa se dizia ao vivo. Deve ser por conta da praticidade e do fato de você ficar mais preguiçoso para cozinhar nas férias. Apesar de que eu não fico preguiçosa nas férias não, ao menos no quesito cozinha. Em todo caso, vamos à receita.
Para a massa:
  • 3 ovos
  • 5 colheres (sopa) de queijo ralado ( na receita original eram 4, mas eu coloquei mais hehe)
  • 3 xícaras (chá) de leite (a massa vai ficar bem líquida mesmo, não se preocupe)
  • 1 xícara (chá) de óleo
  • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 1 colher (chá) de sal
  • 1 colher (sobremesa) de fermento
Para o meu recheio aleatório:
  • Queijo qualho (teoricamente, era queijo mussarela, mas como não tinha aqui, usei o queijo qualho mesmo)
  • Rodelas de tomate
  • Azeitonas picadas
  • Meia lata de milho verde
O modo de preparo é a coisa mais fácil, como prometido. Unte e enfarinhe uma forma de buraco e reserve.
Depois, bata todos os ingredientes da massa no liquidificador. Despeje metade da massa na forma e comece colocando o recheio.
Por último, cubra com o restante da massa e coloque no forno em temperatura média de 35 a 45 minutos  ( mas como forno é igual a marido e cada um tem o seu, esse tempo é altamente relativo)
Tire do forno e corra para o abraço 🙂
Ficou bem bonito, viu?! E serviu muito bem ao próposito de saciar a minha fome. Ainda sobrou para o almoço de hoje, daí foi só fazer um arroz branco e uma saladinha para acompanhar e ser feliz!
Beijo da Carmem cozinheira…
P.S.:  1)Como eu não usei a mussarela, achei que ficou muito queijo, sabe? Eu não achei ruim, mas ele poderia ter ficado um pouco mais durinho e não toda mole por conta da quantidade de queijo que derretou e ficou aquela coisa “puxa – puxa”. Ficou parecendo um bolo de queijo ^^ Enfim, fica a dica para a próxima vez maneirar na quantidade de queijo, né?
           2) Estou sentindo falta de ver um docinho por aqui. A próxima receita a ser testada será um doce, combinado?!

Comida: Torta Salgada de Atum

E esse blog só fala de comida, é? Meus dotes culinários aflorando por aqui. Mais um domingo aleatório de cozinha na minha vida e dessa vez eu resolvi fazer uma Torta Salgada de Atum! Primeiro porque eu acordei com saudade dessa torta salgada clássica lá de casa e segundo porque por ordens de nutricionista, mesmo que eu não coma carne tenho que comer um peixinho de vez em quando por conta das proteínas, do Ômega 3 e mimimi. Então, unindo o útil ao agradável eu resolvi cozinhar essa torta para o meu almoço #foreveralone do domingo passado. O bacana dessa massa é que ela é bem fácil de fazer e é daquelas massas que você pode rechear com qualquer coisa que fica muito bom como o bom e velho frango desfiado, a carne moída, sardinha, soja ou uma boa e velha seleta de legumes. Para acompanhamento, um bom arroz branco dá conta do recado.

Vamos aos detalhes da receita, então. Como a minha forma é alta, eu resolvi fazer uma receita e 1/2 de massa porque ninguém merece torta salgada fina demais, não é verdade?

Ingredientes da Massa:

  • 2 ovos
  • 1 xícara (chá) de óleo (dá uma pena de usar tanto óleo)
  • 1 xícara (chá) de leite
  • 1 xícara (chá) de farinha de trigo
  • 1/2 xícara (chá) de maizena
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó
  • 1 pitada de sal

Ingredientes do Recheio:

  • 1 lata de atum desfiado (eu usei o que tinha aqui com ervilha, cenoura e picante)
  • Meio tomate picado sem pele e sem sementes
  • Meia lata de ervilha
  • Meia lata de milho verde
  • Cenoura ralada à gosto (como eu gosto muito, coloquei muito)
  • Sal e tempero (não coloquei nada de sal porque o meu atum tinha pimenta e não temperei o recheio com mais nada!)
Primeiro eu preparei a forma – untada e enfarinhada.
Depois, eu preparei o recheio porque como a massa tem fermento não podemos deixar ela esperando muito tempo para o processo de fermentação não começar sem a massa estar no forno. O recheio é naquela quantidade de “não quero comer massa pura”, sabe?
Com o recheio pronto (e lindo) fui bater a massa no liquidificador. Acho que todo mundo sabe disso, mas comecei colocando os líquidos para que o liquidificador consiga bater bem e deixar uma massa lisa, sem bolos de farinha de trigo pelo meio. A única frescurinha é colocar os líquidos primeiro, no mais coloca o restante dos ingredientes no liquidificador, sem muito segredo. Falei que eu usei uma receita e meia de massa, né? Isso! Daí é só fazer esse acréscimo. Ah, a maizena deixa a massa mais fofinha, então se puder colocar ela massa, vale à pena.
A montagem é a coisa mais fácil do mundo: coloca metade da massa na forma, depois o recheio e depois cobre com o restante da massa. Não fique preocupado se não cobrir muito bem porque a massa de baixo sobe um pouco e no final tudo vai ficar cobertinho, apresentável e uma delícia. Prometo!
Depois disso vai ao forno – 200°C de 30 a 40 minutos. Mas como forno é aquela coisa imprevisível, melhor você ficar de olho porque eu gosto dela mais tostadinha, mas há quem goste dela mais branquinha.
Bom, por hoje é isso. Espero que vocês gostem dessa dica de hoje e que aproveitem para testar 🙂
Beijo da Carmem cozinheira.

Do porquê fotografar “looks”

Há algumas semanas encontrei uma pessoa que eu nem sabia que “lia” esse blog! Imagina o meu susto quando ele comentou a tag “Eu fui assim” perguntando se aquela roupa que eu estava  iria virar um post. Duas reações básicas tomaram conta de mim na hora: assustei-me por me deparar com um “leitor” e a segunda foi o fato de que eu comecei a pensar na pergunta dele. Por coincidência a roupa que eu usei nesse dia que encontrei ele já tinha aparecido por aqui, só que eu troquei acessórios, bolsa e sapato, dando uma cara outra àquela combinação. E foi justamente isso que me fez parar aqui para escrever.

Nunca fui uma pessoa lá muito vaidosa nem m preocupava muito com o que ia vestir ou com que combinações fazer. Na minha fase “do metal” durante parte da minha adolescência (sim, eu sei que você também foi do metal, amigo), preto combinava com preto e tudo ficaria lindo haha À medida que eu fui crescendo (não muito haha), outras cores começaram  a entrar no meu guarda-roupa e a ajuda da minha irmã para arriscar uma ou outra peça começaram a me parecer fundamentais. Nessa época, me dava uma vontade de fotografar o que eu estava vestindo pelo fato de ajudar a minha memória a lembrar de uma combinação bacana que tinha sido feita em determinado dia para determinado “evento”. Achava super válido ir a aniversários, por exemplo, e ter uma foto que serviria de lembrança daquele dia e de como eu estava me vestindo. Não que eu saisse muito ou algo do tipo, mas só de ter para mim aquelas fotos, me ajudavam a conhecer melhor as minhas roupas e as combinações possíveis, possibilitando até economia na hora de adquirir novas peças. Hoje, eu consigo refazer todo um programa de um dia na minha cabeça a partir da roupa que eu ou o outro estavam vestindo. Meio assustador, confesso.

O que eu acho super válido para qualquer pessoa: antes de comprar qualquer peça, pense em no mínimo três combinações diferentes com ela! Isso me ajuda muito, sabe? No quesito economia mesmo. O bacana de comprar nem que seja uma blusinha branca, pra mim, é pensar que ela pode ficar bem com um short, uma calça, uma saia e ainda assim ficar visualmente harmônico. Tudo bem que para homens a coisa parece ser mais fácil, mas mesmo assim acho que tem cores e certos cortes de roupa que ficam mais bonito. E você não precisa gastar horrores nem comprar aquele blazer lindo de camurça que custa mais de 600 dinheiros, mas fazer uma combinação bacana com uma roupa limpinha (uma roupa cheirosa é tão bom), sem buracos ou botões caindo e correr para o abraço!

A vinda para a capital aliada à Universidade e a enorme quantidade de tempo livre que eu tinha nos finais de semana fez com que eu descobrisse inúmeros (sim, muitos mesmo!) blogs de moda de todos os lugares do país (inclusive sergipanos) que tem a tag “look do dia” como figurinha carimbada no blog. Comecei a visitá-los com certa frequencia, lendo posts antigos com looks que serviam de inspiração. Passei a prestar mais atenção a vitrines de lojas em shopping. Passei a me importar mais com o que eu vestia. Passei a me importar com o que os outros vestiam e não ignorar mais aquelas pessoas gordinhas usando legging branca com calcinha colorida e regata mostrando o umbigo que insistem em pegar o mesmo ônibus que eu. Sim, não entendo como as pessoas insistem em usar essas coisas que eu considero no mínimo estranhas. Passei a ser mais chata quando vou comprar roupas. Passei a ajudar a minha irmã nas “montações” dela e a comprar coisas para ela (e para mim) que se enquadrariam no quesito “tendência”.  Conheço uma bolsa pelo nome de tanto vê-la em blogs de moda, por exemplo e sei identificar quando uma coisa é falsificada ou inspired. Conheço estampas pelos nomes que os “fashionistas” dão. E isso é meio assustador também, sabe? Às vezes eu queria não saber dessas coisas nem ficar reparando tanto, mas fazer  o que? Eu tento me controlar e visitar menos blogs de moda, por exemplo. (Tem outro motivo também, mas que vale outro post que está articulado aqui na cachola) 

Confesso que ainda não sei muito bem porque existe essa tag ou porque eu fotografo looks aleatórios (queria fotografar mais =/), porém de uma coisa eu estou certa: eles me ajudam a cuidar melhor de mim, do modo como eu me apresento e de como o processo de montagem de uma combinação é feita.  Eu me sinto bem com isso tudo. Aliás, montagem é uma palavra muito boa para isso que eu faço com as minhas queridas roupas, acho. Não me considero uma especialista, nem vou sair distribuindo conselhos com as cores que vão aparecer no próximo verão ou mostrarei fotos de desfiles ou algo do tipo. Não pararei para fotografar roupas alheias para falar em termos de certo e errado. Continuarei fotografando roupas esporádicas quando tiver alguém disposto a fotografar e o meu humor permitir [eu acho hehe]. Enfim, creio que essa tag de roupitchas deva continuar uma vez que esse blog reflete o que eu sou, e eu sou uma pessoa que se preocupa com essas coisas de menina só que ao invés de trocar roupas de bonecas, troca as suas próprias roupas para ficar igualmente bonitinha…

Beijo, 

Carmem

Fotos do Tumblr