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Archive for the ‘Pensamentos’ Category

Não se pergunte por que as pessoas enlouquecem. Se pergunte por que não enlouquecem. Diante do que podemos perder num dia, num instante, se pergunte que diabos é isso que nos faz manter a razãoGrey’s Anatomy –  4.15 “Losing My Mind”

Sabe aquele momento em que você para por um instante e pensa que esse não era o lugar em que você queria estar? Que essa não era a vida que você queria para você e que essa rotina massante atinge tanto o seu corpo que a vontade que você tem é de passar o dia inteiro dormindo? Suas costas doem por causa do peso que você carrega. E olhe que sua bolsa é leve. O que será, então? As pessoas costumam chamar isso de somatização, ou seja, quando o seu corpo responde a algo que não é da ordem do corpóreo. Eu prefiro dizer que o que dói, na verdade, não são as costas, mas o imperativo “tenho que”. Daí você olha para o lado e vê que o outro está sofrendo também. É a mesma dor? Não ousaria medir ou comparar, de fato. Mas quando ele começa a elencar os mesmos motivos, falar das mesmas aflições e lamentar as mesmas impotências, um comum se fez presente. Poderíamos dizer que tal pessoa apresenta os mesmos sintomas que você numa linguagem “diagnosticante” e que, por isso, vocês sofrem do mesmo mal. Não se sofre mais sozinho. Não se está mais sozinho. Quando se tem tanta gente sofrendo nesse mundo, é quase egoísmo sofrer sozinho…

Isso não significa dizer que você não sofre só porque o outro compartilha com você a mesma dor, mas sim que se sofre em conjunto porque existem uma série de exigências sociais que fazem com que você seja como é. Talvez você sofra quando o seu corpo não suporta a demanda. Que sociedade é essa que faz com que soframos tanto? Que sociedade é essa que nos faz nos sentirmos culpados por estar fazendo a coisa certa? Longe de qualquer ar de militância que este texto possa estar tomando, questiona-se o fato dos corpos serem disciplinados de forma tal que por mais fortes que sejam forjados a ser, não aguentam a pressão e adoecem. O sono intermitente, a vontade de não continuar o que se pretendia e a necessidade quase constante de que alguém diga que as coisas irão dar certo, um dia. Você não confia mais em si mesmo por ter se colocado nessa posição e procura alguém que, para além de um abraço, diga que talvez essa “crise” seja só uma fase. Será que poderíamos pensar em um chefão que precisamos derrotar, resgatar a princesa e finalmente passar de fase? Nunca fui muito boa em video-games.

Estamos velhos e cansados aos 20 anos. Não somos corajosos o suficiente para desistir porque outras pessoas dependem da nossa continuidade nessa vida embotadora de desejos. A paixão inicial foi minando aos poucos e não sentimos mais a mesma alegria por estar realizando determinado trabalho. E temos reflexos nos nossos corpos: olheiras, varizes, marcas de expressão e um olhar triste, carregado dessa angústia. Esperniamos, gritamos, choramos – talvez nem esperemos mais que alguém ouça nossa voz silenciada – mas o corpo responde assim. A vontade de viver, a potência de produzir novos mundos se esvai em meio a corpos impotentes. Vivemos no entre o saber que precisamos fazer algo para modificar o estado atual das coisas e o fato de que nossos corpos, cansados, não são mais tão desejantes quanto outrora.

Carmem
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E em 2012, o que vai ter?

O ano de 2011 acabou faz tempo e a minha lista de desejos para o ano vindouro foi só aumentando. Tudo o que você faz perto dos dias finais do ano é seguido de um “projeto para o ano que vem” .Eu comecei a fazer uma lista para o  “101 coisas em 1001 dias” a um tempinho. Duas de minhas blogueiras queridas estão participando do projeto e percebi várias coisas em comum entre nós (Aqui para conferir:  Mayara e Suzanne.) Resolvi resgatar alguns itens e fazer uma lista diferente, de aspirações para 2012! Coisas simples, até. E sim, eu que escrevi sobre o futuro e de como eu não gosto de fazer planos. Continuo não gostando. Mas nada me impede de me divertir escrevendo essa lista e arquitetando modos de realizar esses itens listados. E se os planos servirem como um trampolim para o real, como disse o outro? Continua sendo assustador e confuso, mas acho que eu posso dar um salto nessa piscina sem muito drama.

  1. Usar menos havaianas para sair.
  2. Cozinhar mais. (pelo menos a cada quinze dias)
  3. Beber mais água. (pelo menos 1 litro por dia)
  4. Ler ao menos um livro não-acadêmico.
  5. Fazer uma faxina nos meus e-mails.
  6. Item secreto 1.
  7. Ir à praia.
  8. Viajar com o namorado.
  9. Poupar mais dinheiro.
  10. Fazer o cadastro no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME).
  11. Fazer uma faxina no guarda-roupa para doar algumas peças.
  12. Ver os filmes do Chaplin que eu acumulei ao longo de 2011.
  13. Ver os filmes entocados no computador e emprestados por amigos (e devolvê-los).
  14. Devolver livros emprestados.
  15. Dedicar-me ao menos a um livro de M. Foucault que eu comprei em 2011.
  16. Tomar sorvete na Sorveteria famosa do Castelo Branco.
  17. Item secreto 2.
  18. Comer Yakisoba no New Hakata.  (O ambiente é muito bacana. Consegui comer o tal yakisoba com um grupo de amigos)
  19. Jantar no Parmegiano.  (Comi pizza lá, duas vezes. O lugar é bem agradável e a pizza é boa e barata.)
  20. Experimentar hambúrguer de soja.
  21. Fazer uma compra (pode ser pequena e barata) em algum site internacional como o Ebay, por exemplo.
  22. Escrever um artigo científico e mandá-lo para publicação.
  23. Experimentar comida japonesa. (Sushi vegetariano feito em casa, conta?)
  24. Item secreto 3.
  25. Fazer o trajeto Lagarto/Aracaju ou Aracaju/Lagarto dirigindo. (Aeee! Foi Lagarto/Aracaju e à noite, ainda por cima.)
  26. Revelar uma foto bacana para colocar em um porta-retrato.
  27. Fazer as unhas com uma manicure. (em um salão ou não) (Na casa de vovó, em abril. Fiquei parecendo uma mocinha :p)
  28. Comprar um calçado marrom/bege.
  29. Completar os meus DVD’s de Grey’s Anatomy com as 2ª e 7ª temporada.  (Felicidade define! Comprei a 2ª e ganhei a 7ª <3)
  30. Item secreto 4.
  31. Fazer uma faxina nos favoritos do meu navegador.
  32. Começar a fazer alguma atividade física (pilates, por que és tão caro?)
A lista não seguiu uma ordem de prioridades no momento em que foi feita e é bem aleatória. A motivação para o post veio e eu acabei produzindo essa lista, fui escrevendo o que me foi vindo à cabeça, na verdade. Possa ser que eu aumente esse número depois. Ou não. Percebe-se o quanto a minha alma de gorda aparece nos itens, não é? Ora sair para comer, ora cozinhar. Mesmo já tenho passado do meio de janeiro, ainda não sei se estou pronta para 2012, mas estamos aí.
Carmem

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Eu nunca…


andei a cavalo!

Na verdade, eu quase andei de pônei na Fazenda Boa Luz quando eu tinha uns 10/11 anos. Mas acho que não rolou uma química muito boa entre eu e o pequeno animal.  Engraçado como tenho amigos que tem seus próprios cavalos em fazendas suas ou de seus avós e que tem esse costume de andar a cavalo em finais de semana ou nas férias. Lembro de uma amiga holandesa que tive no ensino fundamental e da paixão que ela tinha por cavalos. Desenhava-os em todo papel que tinha oportunidade e contava altas aventuras e de como tinha aprendido a andar com o pai etc.  Não é que eu a inveje, mas essa é uma experiência que eu gostaria de ter. Diferente de nadar, por exemplo, que eu também não sei, mas não morro de vontade de fazer.

Acho cavalo um animal muito bonito ♥ Imponente e ao mesmo tempo carinhoso também.  Lembro-me das exposições agropecuárias que sempre frequentei em Lagarto durante o resto da minha infância e adolescência e da quantidade de belos cavalos que ali se encontravam. O cheiro pouco me importava. Estava mais preocupada em admirar os cabelos trançados, o modo como eles se deitavam e tratavam os donos, como comiam e de como aqueles estranhos de olhares curiosos interferiam no seu dia.  De como um passeio os fazia bem e de como, pela cara deles, pouco importava a raça do seu pai, se já tinham ganhado prêmios ou se tinham sangue puro.

São animais carinhosos, não resta dúvida. Até eu que nunca cheguei perto de um (exceto aquela vez na Boa Luz) sei disso. Acredito que filmes que apresentam cavalos no rol de personagens colocam o carinho como uma das importantes e principais características deles. São animais fortes e dóceis, vide o uso deles na ecoterapia. Por que estou falando tanto do perfil dos cavalos? Provavelmente para me convencer de que eles são fofos e que eu não preciso temê-los. Claro que uma patada deles me derrubaria fácil e me machucaria horrores, mas isso é um detalhe irrelevante diante de tanta fofura. Aqui no Parque da Cidade (de Aracaju) funciona um programa de ecoterapia. Deve ser muito interessante pensar/ver o modo de relacionamento das crianças com os animais. São poucos animais habilitados para o serviço e parece que a situação do lugar está bem precária, com sessões semanais de 20 minutos de duração – dados obtidos por dois colegas de classe que realizaram um trabalho lá esse ano.  Quem sabe eu não alio a minha vontade de conhecer o Parque da Cidade com a oportunidade de ver os cavalos em ação?

Como falar de cavalos e não falar do amado Cavalo de Fogo? Foi, com toda certeza, um dos meus desenhos favoritos da infância! Ele era roxo, falava e ainda cuidava da princesa Sarah, além de salvá-la sempre que ela se metia em encrenca por conta da Diabolyn. Ai que saudade desse desenho! Descobri, nas minhas andanças pelo Google, que ele tinha apenas 13 episódios e assim como Caverna do Dragão, não teve um final. Ou seja, não precisamos xingar mais o Silvio Santos por ter parado de exibi-lo ou de só exibir episódios repetidos. Realmente, não tinha muito o que fazer. Mas quem se importa? Cantemos a música e recordemos esse desenho mais que bacana.

No meu sonho eu já vivi um lindo conto infantil
Tudo era magia
Era um mundo fora do meu
E ao chegar desse sonho acordei
Foi quando correndo eu vi
Um Cavalo de Fogo ali

Seja como parte da infância, seja como um desejo futuro, cavalos estão presentes na minha vida, mesmo que eu nunca tenha passeado /montado em um.

Beijo,

Carmem

Imagens daquidaquidaqui e daqui.

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Engraçado como algo que de define pode parar de fazer parte de você.

É de uma tristeza sem tamanho não se ver mais empenhada em baixar seriados ou passar as madrugadas esperando uma legenda abençoada sair.  Já escrevi aqui a minha lista de séries favoritas e posso falar que nem sofri muito com  o hiato dessa vez, que nem contei os minutos para a volta de uma série (exceto Grey’s Anatomy que é paixão das antigas <3), tampouco vi algum teaser, trailler, promos etc. Dizem que mudar é bom, dizem que não devemos nos arrepender daquilo que deixamos para trás e não devemos ter medo daquilo que vamos encontrar. Falar é mais fácil que agir, deveras. Assistir séries e ter tempo de acompanhar certinho umas 12 (ou 14) era algo que me fazia continuar jovem e sem elas, eu não me sinto mais assim. Me sinto velha, cansada e com obrigações que ultrapassam quaisquer espectativas que eu viesse a ter sobre o meu futuro. Às vezes me pergunto quando foi que eu parei de ver as séries com tanto empenho. Me pergunto quando que eu deixei que lutar com a minha conexão de internet por um mísero episódio só pra saber como continua determinado plot e me surpreender, xingar e chorar com mais uma invenção dos autores. Às vezes, me pergunto se eu continuo sendo a mesma que se definiu como seriadora compulsiva no “about” desse blog.

Alguns podem me dizer que nessa etapa do curso universitário (3° ano de psicologia) as coisas ficam mais tensas e realmente o tempo (mal organizado, por vezes) é pouco para a carga de leitura e tarefas as quais eu me meti. É, eu me meti em muitas coisas nesse ano. Escolhi disciplinas, disse sim a grupos de pesquisa e ainda resolvi encarar institucionalmente um centro acadêmico. Vendo esse quadro, até parece que eu sou um exemplo de estudante, né? Risos eternos. Cadê as minhas séries dentro da minha agenda? Antes dormia pouco vendo séries e hoje, às vezes nem sei porque eu acabo dormindo tão tarde.

Com as séries eu me sinto viva. Sem elas, é como se eu estivesse morrendo aos pouquinhos. Talvez os blogs tenham ocupado esse espaço antes pertencente às séries. Talvez caiba naquela lista de promessas para o ano vindouro um retorno às minhas muitas séries queridas. Talvez o meu tempo com elas tenha passado. E não, não lamentarei. Sabe aquela história de que foi eterno enquanto durou? Então, acho que assim foi a minha relação com as séries. Talvez eu tenha que me dedicar às minhas três paixões do momento: Grey’s Anatomy, The Big Bang Theory e The Good Wife! Quatro, se considerarmos White Collar. Cinco se considerarmos One Tree Hill. Seis…

Beijo,

Carmem

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Eu não gosto de perder.E nem estou falando de jogos ou competições, porque quanto a isso, a minha pouca habilidade na maioria deles é evidente. Eu não gosto de perder coisas. Talvez porque em cada coisa que eu ganho/compro, eu coloque afeto e um pouco de mim nelas. E sempre que elas se vão, pedaços de mim vão junto e a recuperação não é algo muito fácil. O meu próprio corpo responde à perdas de forma diferente, que eu não vou saber explicar. Posso parecer uma menina mimada que não sabe lidar com perdas, que vamos combinar, acontecem a todo o tempo na nossa vida. Posso parecer uma criança que ainda não aprendeu a lidar com isso, e acabam sofrendo por coisas que provavelmente não vão voltar.  Penso que essa minha característica se deva ao fato de eu me apegar muito a pequenos detalhes, pequenos objetos que me ajudam a significar pessoas e momentos.

Em abril de 2009, perdi o primeiro celular da história das minhas perdas de celulares aqui em Aracaju. Era um Nokia muito amor que foi o meu primeiro celular com visor colorido! Acontece que ainda com poucos meses morando nessa cidade, acabei doando esse aparelho para um rapaz que, por acaso, estava no mesmo ônibus que eu. O legal, foi que a doação foi sem o meu consentimento.  O primeiro furto da nossa vida, não dá para esquecer. Depois disso, uma amiga me emprestou um celular que não estava sendo utilizado, que poderia me servir até que eu conseguisse comprar outro. Esse aparelho ficou comigo até o dia 2 de novembro do mesmo ano, e dessa vez, um outro rapaz (moreno), depois de me cumprimentar, pediu o meu celular, de modo educado até.  Depois de muitas lágrimas derramadas, noites sem dormir e um medo do lugar em que tudo aconteceu que me acompanha até hoje, ganhei um outro de presente de Natal. Este ficou comigo do final de 2009 até o mês passado, quando saindo da Universidade depois das 21h, percebi que ele não se encontrava mais entre nós – quer dizer, tinha se esvaído da minha bolsa pela mão de outrem.

A reação natural das pessoas, depois de me fazer parar de chorar quanto ao fato de eu ser abandonada por celulares é ficar feliz por não ter acontecido nada grave comigo e de que o objeto poderá ser substituído. Não sei se trata de substituição aqui. Por mais que eu entenda e fique feliz por estar bem, eu não consigo não ficar triste por contatos, mensagens, fotos, músicas, vídeos, que eu não recuperarei. Trata de construir novos afetos e colocar mais pedacinhos de mim nas coisas, mesmo que não saiba mais quantos mais pedaços eu tenho a dispor. Cansa tentar algo novo e não ser reforçada com isso. Cansa ser repreendida sem motivo. E o cansaço vem com toda forma de irritação e chatice que eu consigo imaginar e elaborar.

Não consigo não contaminar as pessoas ao meu redor com o meu choro, ou os meus gritos e/ou todo o meu chilique, que acaba incomodando quando o limite de paciência (ou não) do outro é invadido. Estou falando de celulares porque parecem perdas mais pontuais que me obrigaram a recomeçar, de alguma forma. A recomeçar a ter medo. A recomeçar a me lamentar por coisas não vividas. A recomeçar a reclamar de algumas limitações que eu tenho. A recomeçar a não sair de casa com a frequencia de antes. A recomeçar a perder a vontade de me dedicar a coisas acadêmicas (Eu deveria estar fazendo uma resenha a ser entregue amanhã, nesse momento).  A recomeçar a querer dormir muito (e sempre) porque o mundo dos sonhos, inclusive com pesadelos, é passível de algum controle, enquanto que aqui, a coisa anda de outra forma. A recomeçar a não cuidar da minha aparência porque não vejo qualquer diferença ou benefício nisso. A recomeçar a desdenhar coisas que eu uso para ficar mais “jeitosinha” cujo dinheiro poderia ter sido investido em algo de maior proveito. Normalmente “recomeços” vem acompanhados de toda uma positividade que passa longe desse meu contexto recheado de perdas.

Carmem

P.S. 1) Foto do Tumblr

      2) Esse post é in memoriam de uma pulseira comprada ontem e perdida ontem mesmo.

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Há algumas semanas encontrei uma pessoa que eu nem sabia que “lia” esse blog! Imagina o meu susto quando ele comentou a tag “Eu fui assim” perguntando se aquela roupa que eu estava  iria virar um post. Duas reações básicas tomaram conta de mim na hora: assustei-me por me deparar com um “leitor” e a segunda foi o fato de que eu comecei a pensar na pergunta dele. Por coincidência a roupa que eu usei nesse dia que encontrei ele já tinha aparecido por aqui, só que eu troquei acessórios, bolsa e sapato, dando uma cara outra àquela combinação. E foi justamente isso que me fez parar aqui para escrever.

Nunca fui uma pessoa lá muito vaidosa nem m preocupava muito com o que ia vestir ou com que combinações fazer. Na minha fase “do metal” durante parte da minha adolescência (sim, eu sei que você também foi do metal, amigo), preto combinava com preto e tudo ficaria lindo haha À medida que eu fui crescendo (não muito haha), outras cores começaram  a entrar no meu guarda-roupa e a ajuda da minha irmã para arriscar uma ou outra peça começaram a me parecer fundamentais. Nessa época, me dava uma vontade de fotografar o que eu estava vestindo pelo fato de ajudar a minha memória a lembrar de uma combinação bacana que tinha sido feita em determinado dia para determinado “evento”. Achava super válido ir a aniversários, por exemplo, e ter uma foto que serviria de lembrança daquele dia e de como eu estava me vestindo. Não que eu saisse muito ou algo do tipo, mas só de ter para mim aquelas fotos, me ajudavam a conhecer melhor as minhas roupas e as combinações possíveis, possibilitando até economia na hora de adquirir novas peças. Hoje, eu consigo refazer todo um programa de um dia na minha cabeça a partir da roupa que eu ou o outro estavam vestindo. Meio assustador, confesso.

O que eu acho super válido para qualquer pessoa: antes de comprar qualquer peça, pense em no mínimo três combinações diferentes com ela! Isso me ajuda muito, sabe? No quesito economia mesmo. O bacana de comprar nem que seja uma blusinha branca, pra mim, é pensar que ela pode ficar bem com um short, uma calça, uma saia e ainda assim ficar visualmente harmônico. Tudo bem que para homens a coisa parece ser mais fácil, mas mesmo assim acho que tem cores e certos cortes de roupa que ficam mais bonito. E você não precisa gastar horrores nem comprar aquele blazer lindo de camurça que custa mais de 600 dinheiros, mas fazer uma combinação bacana com uma roupa limpinha (uma roupa cheirosa é tão bom), sem buracos ou botões caindo e correr para o abraço!

A vinda para a capital aliada à Universidade e a enorme quantidade de tempo livre que eu tinha nos finais de semana fez com que eu descobrisse inúmeros (sim, muitos mesmo!) blogs de moda de todos os lugares do país (inclusive sergipanos) que tem a tag “look do dia” como figurinha carimbada no blog. Comecei a visitá-los com certa frequencia, lendo posts antigos com looks que serviam de inspiração. Passei a prestar mais atenção a vitrines de lojas em shopping. Passei a me importar mais com o que eu vestia. Passei a me importar com o que os outros vestiam e não ignorar mais aquelas pessoas gordinhas usando legging branca com calcinha colorida e regata mostrando o umbigo que insistem em pegar o mesmo ônibus que eu. Sim, não entendo como as pessoas insistem em usar essas coisas que eu considero no mínimo estranhas. Passei a ser mais chata quando vou comprar roupas. Passei a ajudar a minha irmã nas “montações” dela e a comprar coisas para ela (e para mim) que se enquadrariam no quesito “tendência”.  Conheço uma bolsa pelo nome de tanto vê-la em blogs de moda, por exemplo e sei identificar quando uma coisa é falsificada ou inspired. Conheço estampas pelos nomes que os “fashionistas” dão. E isso é meio assustador também, sabe? Às vezes eu queria não saber dessas coisas nem ficar reparando tanto, mas fazer  o que? Eu tento me controlar e visitar menos blogs de moda, por exemplo. (Tem outro motivo também, mas que vale outro post que está articulado aqui na cachola) 

Confesso que ainda não sei muito bem porque existe essa tag ou porque eu fotografo looks aleatórios (queria fotografar mais =/), porém de uma coisa eu estou certa: eles me ajudam a cuidar melhor de mim, do modo como eu me apresento e de como o processo de montagem de uma combinação é feita.  Eu me sinto bem com isso tudo. Aliás, montagem é uma palavra muito boa para isso que eu faço com as minhas queridas roupas, acho. Não me considero uma especialista, nem vou sair distribuindo conselhos com as cores que vão aparecer no próximo verão ou mostrarei fotos de desfiles ou algo do tipo. Não pararei para fotografar roupas alheias para falar em termos de certo e errado. Continuarei fotografando roupas esporádicas quando tiver alguém disposto a fotografar e o meu humor permitir [eu acho hehe]. Enfim, creio que essa tag de roupitchas deva continuar uma vez que esse blog reflete o que eu sou, e eu sou uma pessoa que se preocupa com essas coisas de menina só que ao invés de trocar roupas de bonecas, troca as suas próprias roupas para ficar igualmente bonitinha…

Beijo, 

Carmem

Fotos do Tumblr

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O que você deseja?

Desejo, sinceramente, parar de reclamar sobre as mesmas coisas!
Critico tanto o “mais do mesmo” das outras pessoas com os seus assuntos corriqueiros e repetitivos que ultimamente ando fazendo de alguns assuntos a única pauta do meu dia. Ao mesmo tempo em que não gosto de barulho, de gente tagarelando perto de mim, de ser obrigada a puxar conversa, de ser pressionada a fazer algo, até então gostava de ser essa garota mistério que conseguia sobreviver bem a essa loucura que é a vida e os relacionamentos sociais a que somos submetidos. De uns tempos para cá, percebi que cansei. Percebi que ser esse tipo(?) de garota não faz mais muito sentido porque ficar sozinha cansa, igualmente. Disse aqui (link) que não queria ter um milhão de amigos, mas apenas pessoas com quem eu pudesse contar, pessoas que estão aqui para mim. Às vezes, um número maior que a quantidade de dedos das mãos me faz falta. Não consigo mais ver um filme sozinha; não consigo ir a lojas sozinha; não consigo andar pelo interior sozinha, como adorava fazer;  Eu, que sempre preferi fazer as coisas sozinha a ter pessoas me importunando. Eu, que comemorava sempre que todo mundo da casa saia e eu ficava sozinha. Eu, que só admitia uma doença, quando minha cara de acabada não conseguia mais negar, para não ter que responder àquela pergunta chata de “Oi, como você está?”. Pois é. Euzinha. A mesma que rejeitou muitos convites para sair com os amigos por pura preguiça de trocar os confortáveis pijamas por outra roupa, torce para que alguém lembre dela quando está querendo fazer algo. Curioso, não?
Talvez eu tenha crescido e essa estranha aversão à solidão  tenha tomado conta de mim. Talvez eu não tenha crescido e o medo de que algo me aconteça ainda dure. Eu não sei. Mesmo. Não tenho tantas certezas quanto eu gostaria sobre nada. Respondo que estou bem com uma rapidez tremenda como se fosse algo automático e simples de se dizer. Por falar em palavras, digo para mim mesma parar de ser tão idiota e de resmungar por “besteiras” porque eu tenho uma familia linda, um namorado fofo (e bobo e carinhoso e… hihi) e amigos que se preocupam comigo além de coisas materiais (alimento,  roupas, casa etc) e pequenos mimos como livros e DVD’s. Haveria um motivo específico para eu me sentir assim?  Talvez.  Haveria uma forma de eu parar de me sentir assim? Espero que sim. O que fazer? Não faço ideia.
Enquanto encher carrinhos imaginários de compras ajudam a aliviar a minha angústia, o fim das férias se aproxima e o meu tempo para pensar tanto na minha vida diminuirá. Desejo, sinceramente, conseguir voltar a sentir prazer por essa vida que eu escolhi e ter energia para seguir adiante com a mesma…
Beijo,
Carmem
P.S. Ando devaneando muito ultimamente, eu sei.

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