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Archive for the ‘Coisas da madrugada’ Category

 Ligo o computador. Abro o navegador para olhar e-mails. Respondo alguns e excluo outros. Compartilho no chat o link de um trailer de um filme francês e saio do Facebook. Procuro atualizações nos blogs de moda que visito e nada muito interessante foi postado hoje. Em uma ligação rápida, afirmo que não vou me demorar a dormir. O dia foi chato e improdutivo, o que me deixou irritada. Nem a vitória da seleção feminina de vôlei conseguiu me animar por muito tempo. E vitória. Não chorei hoje. Abro um documento em branco do Word e lutando contra o cursor que insiste em me irritar, resolvo escrever. Quando tenho um dia ruim, falar me ajudava. Hoje já não mais. Resolvi escrever.

Comprei uma câmera. A vontade de que algo novo tomasse conta da minha vida era tão grande que acabei investindo em uma câmera “melhorzinha” para eu me aventurar nesse mundo. Quero ser reconhecida como fotógrafa? Quero ser conhecida no grupo de amigos ou na família como aquela que tira fotos bacanas? Não sei. Acho que não. E sinceramente, acho que a compra foi mais uma tentativa de criar um mundo novo pra mim do que dividi-lo com outras pessoas. Do que adiante então uma câmera se você não quer compartilhar o seus trabalhos? Adianta para me fazer sorrir realizando alguma coisa; para me fazer sentir meu coração vibrar colocando emoção em algo; para movimentar uma vida que teima em pesar todo dia em que acordo, com o sol invadindo a janela do meu quarto. A câmera, entretanto, está parada. Não estou a usando o quanto deveria, ainda mais me encontrando em casa, sem grandes compromissos acadêmicos e entregue ao ócio. Sinto que deveria estar fotografando. Sinto que foi mais um investimento daqueles que a gente faz acreditando que vai ser legal e no final, não dá em nada. Posso estar enganada. Penso que se tentar tirar uma foto por dia, talvez eu pegue o gosto pela coisa e me sinta bem fotografando.

Confesso que, para além dos meus pais e irmã, compartilhei com apenas duas pessoas a compra da câmera. Estava com um misto de receio pelos comentários que poderiam surgir (“Pra que você quer uma câmera?” “Vai viver disso?” “Fotografia é cara! Não sei se é uma boa ideia você começar…”) e vergonha. Não sei explicar. Estava com vergonha das futuras perguntas das pessoas, assim como tenho vergonha de sair com a câmera por aí e fotografar aquilo que me chama a atenção. Não fico à vontade nem para fotografas com os meus amigos por perto porque dentro do grupo que teoricamente pertenço já existem pessoas conhecidas por isso e nunca lidei muito bem com o fato de ser a novata em alguma coisa. Talvez, o maior problema nessa história toda é que eu fico muito vulnerável em relação a críticas negativas. Posso receber vários comentários positivos, mas o meu foco vai apenas para aquele comentário negativo. Num momento em que nada do que eu faço me agrada, quase nada prende a minha atenção tampouco demanda um interesse verdadeiro, um comentário negativo é semelhante àquele vento traiçoeiro que bate quando você termina de montar o seu castelo de cartas. Talvez seja por isso que eu esteja com vergonha de partilhar a compra da câmera. As pessoas vão começar a fazer perguntas, a falar mal da minha escolha e, sinceramente, meu corpo não consegue lidar com esses baques. Mas e se elas falarem bem, menina? Podem falar. E eu acredito quando elas falam, para além desse caso da câmera, que não passa de um exemplo. Mas recebem um elogio ou cumprimento caloroso, não parecem ser suficientes diante da angústia e do olhar que continuamente procura o chão. Retomemos aquela aula de matemática sobre multiplicação com sinais: -3 x 7 = -21. É como se os comentários positivos fossem neutralizados pelos comentários negativos, assim como o sinal do 7 foi neutralizado pelo sinal do 3. Ainda estou aprendendo a lidar com essa neutralização. Estou estudando maneiras de contra-atacar. Melhor dizendo, de utilizar a queda para arrancada ainda maior; de receber o comentário negativo e usar da energia dele para algo. Uma coisa assim, meio Poliana. Não sei quando isso se dará, talvez quando eu aprender a utilizar os diferentes níveis de abertura do obturador ou do ISO da nova câmera.

Perguntaram-me uma vez a razão de um blog. A razão de eu publicar experiências minhas aqui, como uma extensão da minha memória. Ainda não sei se vou manter esse espaço ou se vou fechá-lo de vez para que outra pessoa faça bom proveito deste nome tão criativo (só que não). Andei pensando: Por que eu escrevo para pessoas que eu não sei se existem? Por que estou esperando um público? Não devo escrever aos moldes daquelas garotas que vivem (literalmente) dos seus blogs, seja de moda, de culinária ou de decoração. A angústia, hoje, tem um lugar certo no meu peito e proporciona um nó cativo na minha garganta. O que fazer? Comprei um instrumento que me ajudará a escrever com a luz e tenho um espaço que me dá condições de escrita virtual. Em ambos, coloco o meu coração apertado. Por isso, devo conseguir usar desse espaço para partilhar uma experiência, desvendar um sentimento e tentar colocar em palavras alguma emoção (res) sentida.  E se tocar em alguém, ótimo. Se não tocar, ótimo também. Nessa internet, terra de ninguém, desejo que bons ventos levem as minhas palavras, assim como as flores da foto que encerra esse post.

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Não se pergunte por que as pessoas enlouquecem. Se pergunte por que não enlouquecem. Diante do que podemos perder num dia, num instante, se pergunte que diabos é isso que nos faz manter a razãoGrey’s Anatomy –  4.15 “Losing My Mind”

Sabe aquele momento em que você para por um instante e pensa que esse não era o lugar em que você queria estar? Que essa não era a vida que você queria para você e que essa rotina massante atinge tanto o seu corpo que a vontade que você tem é de passar o dia inteiro dormindo? Suas costas doem por causa do peso que você carrega. E olhe que sua bolsa é leve. O que será, então? As pessoas costumam chamar isso de somatização, ou seja, quando o seu corpo responde a algo que não é da ordem do corpóreo. Eu prefiro dizer que o que dói, na verdade, não são as costas, mas o imperativo “tenho que”. Daí você olha para o lado e vê que o outro está sofrendo também. É a mesma dor? Não ousaria medir ou comparar, de fato. Mas quando ele começa a elencar os mesmos motivos, falar das mesmas aflições e lamentar as mesmas impotências, um comum se fez presente. Poderíamos dizer que tal pessoa apresenta os mesmos sintomas que você numa linguagem “diagnosticante” e que, por isso, vocês sofrem do mesmo mal. Não se sofre mais sozinho. Não se está mais sozinho. Quando se tem tanta gente sofrendo nesse mundo, é quase egoísmo sofrer sozinho…

Isso não significa dizer que você não sofre só porque o outro compartilha com você a mesma dor, mas sim que se sofre em conjunto porque existem uma série de exigências sociais que fazem com que você seja como é. Talvez você sofra quando o seu corpo não suporta a demanda. Que sociedade é essa que faz com que soframos tanto? Que sociedade é essa que nos faz nos sentirmos culpados por estar fazendo a coisa certa? Longe de qualquer ar de militância que este texto possa estar tomando, questiona-se o fato dos corpos serem disciplinados de forma tal que por mais fortes que sejam forjados a ser, não aguentam a pressão e adoecem. O sono intermitente, a vontade de não continuar o que se pretendia e a necessidade quase constante de que alguém diga que as coisas irão dar certo, um dia. Você não confia mais em si mesmo por ter se colocado nessa posição e procura alguém que, para além de um abraço, diga que talvez essa “crise” seja só uma fase. Será que poderíamos pensar em um chefão que precisamos derrotar, resgatar a princesa e finalmente passar de fase? Nunca fui muito boa em video-games.

Estamos velhos e cansados aos 20 anos. Não somos corajosos o suficiente para desistir porque outras pessoas dependem da nossa continuidade nessa vida embotadora de desejos. A paixão inicial foi minando aos poucos e não sentimos mais a mesma alegria por estar realizando determinado trabalho. E temos reflexos nos nossos corpos: olheiras, varizes, marcas de expressão e um olhar triste, carregado dessa angústia. Esperniamos, gritamos, choramos – talvez nem esperemos mais que alguém ouça nossa voz silenciada – mas o corpo responde assim. A vontade de viver, a potência de produzir novos mundos se esvai em meio a corpos impotentes. Vivemos no entre o saber que precisamos fazer algo para modificar o estado atual das coisas e o fato de que nossos corpos, cansados, não são mais tão desejantes quanto outrora.

Carmem

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Eu não gosto de perder.E nem estou falando de jogos ou competições, porque quanto a isso, a minha pouca habilidade na maioria deles é evidente. Eu não gosto de perder coisas. Talvez porque em cada coisa que eu ganho/compro, eu coloque afeto e um pouco de mim nelas. E sempre que elas se vão, pedaços de mim vão junto e a recuperação não é algo muito fácil. O meu próprio corpo responde à perdas de forma diferente, que eu não vou saber explicar. Posso parecer uma menina mimada que não sabe lidar com perdas, que vamos combinar, acontecem a todo o tempo na nossa vida. Posso parecer uma criança que ainda não aprendeu a lidar com isso, e acabam sofrendo por coisas que provavelmente não vão voltar.  Penso que essa minha característica se deva ao fato de eu me apegar muito a pequenos detalhes, pequenos objetos que me ajudam a significar pessoas e momentos.

Em abril de 2009, perdi o primeiro celular da história das minhas perdas de celulares aqui em Aracaju. Era um Nokia muito amor que foi o meu primeiro celular com visor colorido! Acontece que ainda com poucos meses morando nessa cidade, acabei doando esse aparelho para um rapaz que, por acaso, estava no mesmo ônibus que eu. O legal, foi que a doação foi sem o meu consentimento.  O primeiro furto da nossa vida, não dá para esquecer. Depois disso, uma amiga me emprestou um celular que não estava sendo utilizado, que poderia me servir até que eu conseguisse comprar outro. Esse aparelho ficou comigo até o dia 2 de novembro do mesmo ano, e dessa vez, um outro rapaz (moreno), depois de me cumprimentar, pediu o meu celular, de modo educado até.  Depois de muitas lágrimas derramadas, noites sem dormir e um medo do lugar em que tudo aconteceu que me acompanha até hoje, ganhei um outro de presente de Natal. Este ficou comigo do final de 2009 até o mês passado, quando saindo da Universidade depois das 21h, percebi que ele não se encontrava mais entre nós – quer dizer, tinha se esvaído da minha bolsa pela mão de outrem.

A reação natural das pessoas, depois de me fazer parar de chorar quanto ao fato de eu ser abandonada por celulares é ficar feliz por não ter acontecido nada grave comigo e de que o objeto poderá ser substituído. Não sei se trata de substituição aqui. Por mais que eu entenda e fique feliz por estar bem, eu não consigo não ficar triste por contatos, mensagens, fotos, músicas, vídeos, que eu não recuperarei. Trata de construir novos afetos e colocar mais pedacinhos de mim nas coisas, mesmo que não saiba mais quantos mais pedaços eu tenho a dispor. Cansa tentar algo novo e não ser reforçada com isso. Cansa ser repreendida sem motivo. E o cansaço vem com toda forma de irritação e chatice que eu consigo imaginar e elaborar.

Não consigo não contaminar as pessoas ao meu redor com o meu choro, ou os meus gritos e/ou todo o meu chilique, que acaba incomodando quando o limite de paciência (ou não) do outro é invadido. Estou falando de celulares porque parecem perdas mais pontuais que me obrigaram a recomeçar, de alguma forma. A recomeçar a ter medo. A recomeçar a me lamentar por coisas não vividas. A recomeçar a reclamar de algumas limitações que eu tenho. A recomeçar a não sair de casa com a frequencia de antes. A recomeçar a perder a vontade de me dedicar a coisas acadêmicas (Eu deveria estar fazendo uma resenha a ser entregue amanhã, nesse momento).  A recomeçar a querer dormir muito (e sempre) porque o mundo dos sonhos, inclusive com pesadelos, é passível de algum controle, enquanto que aqui, a coisa anda de outra forma. A recomeçar a não cuidar da minha aparência porque não vejo qualquer diferença ou benefício nisso. A recomeçar a desdenhar coisas que eu uso para ficar mais “jeitosinha” cujo dinheiro poderia ter sido investido em algo de maior proveito. Normalmente “recomeços” vem acompanhados de toda uma positividade que passa longe desse meu contexto recheado de perdas.

Carmem

P.S. 1) Foto do Tumblr

      2) Esse post é in memoriam de uma pulseira comprada ontem e perdida ontem mesmo.

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Whatever

Meu humor muda drasticamente. Não dou risada com a maioria das brincadeiras. Sou ignorante e ofendo as pessoas de graça e 2 minutos depois, lá vou eu arrependida pedir desculpas. As lágrimas teimam em me fazer companhia. Minto sobre como eu estou para não ter que falar das mesmas coisas, para as mesmas pessoas preocupadas. Não consigo me concentrar em nada que antes me dava prazer – nem com as séries, eu me divirto tanto. É, parece que eu mudei. Sinto como se ninguém me entendesse de fato. Sinto uma necessidade de colo quase constante ao mesmo tempo em que não sinto vontade de muita coisa. Pequenos prazeres que se transformaram em pequenas angústias.

Antes. Depois. Não sei como lidar com um estopim ou com um marco para essa mudança que não parecem claros para mim. Não sei como lidar com o vazio que eu sinto mesmo tendo tantas pessoas e coisas supimpas em minha vida. Falta algo que esse aperto no peito não quer dizer e o tom de voz não consegue negar. Obrigações que me faziam sentir útil me fazem sentir cada vez mais desnecessária/indispensável.  Talvez eu não saiba lidar com mudanças ou com as novidades que se fizeram em mim nos  últimos 2 anos ou no último ano e isso tenha virado uma bagunça. Talvez eu tenha medo. Medo dessa avalanche de responsabilidades e de confiança que vem sendo depositada em mim. Medo do caminho que estou tomando não ser o que bem queria. E aí? Como lidar com uma possível nova mudança? Sempre fui medrosa, mas acho que ultimamente o medo tem tomado o meu lugar diante das escolhas.

É de um “sei lá” que se trata esse post. De um “sei lá” que eu espero que vire algo e que essa confusão toda que sou eu nesse momento, ao mesmo tempo que machuco outras pessoas dia após dia e o quanto isso dói.

E eu espero que o meu olhar perdido se encontre novamente.

Beijo, 

Carmem

Foto do Tumblr

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Um post de domingo meio ensolarado depois de uma semana mega chuvosa para começar bem o dia ^_^ Domingo é o único dia que eu não tenho nenhum compromisso institucional e me dou ao luxo de dormir até mais tarde ( tipo, 9h) e fico com aquela moleza típica desse dia para mim. Mas, meu ritmo de vida e a exigência de uma casa me impedem de descansar o quanto eu queria, o que me leva a esse post de hoje. Será que mesmo que eu tenha um sono mais ou menos estou conseguindo não ser uma pessoa mais ou menos? Engraçado como Chico Xavier nunca foi um grande ícone para mim, nem como eu só soube da sua morte quando todos os plantões da TV mostravam, mas minha relação com ele pouco importa diante de um pensamento tão bonito como esse que ilustra esse espaço aqui.

Enfim, pensemos em que “tipo” de pessoas estamos nos constituindo nessa vida.

A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.

A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.

A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos… Tudo bem!

O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.

Chico Xavier

Beijo,

Carmem

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Colo!

Em clima de Dia das Mães, esse post me veio.

Sinto uma falta desse colo sem tamanho. Sinto falta das conversas sérias na madrugada. Sinto falta do seu abraço e do fato de ela saber que eu não estou bem se eu precisar proferir uma palavra. Sinto falta de ter o seu carinho todos os dias. Sinto falta do cheiro dela. Sinto falta da maneira como penteia o meu cabelo e dá palpite nas minhas roupas. Sinto falta dos seus conselhos. Sinto falta dos seus medos e das suas dores. Sinto falta da sua benção e das suas mãos gordinhas como as minhas. Sinto falta de todo e cada detalhe. Sinto falta do modo como pronuncia o meu nome quando vai me dar bronca. Sinto falta de compartilhar as experiências do meu dia com ela. Sinto um falta enorme de tudo o que eu não vivi.

Se para o Olavo Bilac saudade é a presença dos ausentes, a mamãe está presente em boa parte dos meus dias. Quero compartilhar com ela os professores chatos, os feitos dos meus amigos, os colegas que eu tenho que aturar, as coisas que eu vejo nos ônibus, a nova fofoca do condomínio hehe .Para o Mário Quintana, o para sempre é muito tempo e este não pára. Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo. Pára, então! Pára logo esse tempo e traz a minha mãe para junto de mim ou me leva para ficar com ela. Leva-me para momentos que não fiz importantes. Isso pode parecer conversa fiada, já que minha mãe mora apenas a 72 km de mim, mas a saudade não tem medida. Eu a vejo uma vez por mês durante finais de semana e/ou feriados e esses dias se esgotam tão rápido e nem fazem coceguinha como diria a Renata. Você pode sentir falta do seu namorado mesmo tendo o visto ontem ou hoje mais cedo; Você pode sentir falta de um primo no Japão ou de um outro primo que mora numa zona oposta da cidade em relação a sua; você pode sentir falta de um parente que já morreu ou daquela que mora em uma cidade diferente da sua; você pode sentir falta de um amigo de infância ou daquele que foi passear longe nas férias. Estamos falando aqui de pessoas e eu perfeitamente poderia falar de coisas, mas como hoje a vibe são as pessoas, posso deixar o assunto “objetos/coisas” que deixaram saudade para outro post tipo o Disney Club ou Chiquititas ou Kinder Ovo…

Dizem que saudade não tem tradução. Talvez seja por isso que o modo como a experienciamos seja diferente para cada pessoa. Talvez seja algo de uma apropriação tão particular que não faz sentido trabalhar em traduções e mais traduções para a palavra portuguesa “saudade”, sabe? Acho que o sentimento não muda por não ter uma correspondente fiel no idioma da Etiópia ou qualquer outro país. Posso estar devaneando como sempre. E se estiver? É um exercício bacana até =] Enfim, fica a pergunta: De qual o colo você mais sente, falta?


Beijo de uma Carmem nostálgica.

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O Sr.Futuro!

Primeiro, desculpa pela ausência. As aulas começaram e eu ainda não me acostumei com o ritmo depois de 3 meses de férias. Mas, preciso ser uma pessoa mais organizada para o meu bem, o bem dos meus leitores queridos e o bem desse turbilhão de pensamentos que me consome e que quer ser externado! Então vamos a uma atualização rápida para eu não ser abandonada rimou hehe

Tenho medo de fazer planos futuros. Sempre tive. Talvez medo de frustração ou algo do tipo, apesar de planejar ter seu lado divertido.  Gosto (ou não) do hoje. Gosto (ou não) do que o hoje me traz. Gosto (ou não) do modo como me sinto no presente. Não sei o que vou jantar e tenho que pensar em como minha vida será daqui a 10 anos? Não acho muito interessante. Claro que eu não sou nenhuma alienada que não poupa, não traça metas, cultiva sonhos ou estabelece relações que quer continuar cultivando no tal futuro. Mas não quero pensar em futuro tão incerto quanto o meu presente é. Meio estranho né?  Se está um pouco confuso para você, imagina pra mim! hehe Enfim, deixemos as palavras da Meredith falarem por si sobre esse assunto…

 

Passamos toda a vida nos preocupando com o futuro. Fazendo planos para o futuro. Tentando prever o futuro. Como se desvendá-lo fosse aliviar o impacto. Mas o futuro está sempre mudando. O futuro é o lar dos nossos medos mais profundos e das nossas maiores esperanças. Mas uma coisa é certa: quando ele finalmente se revela, o futuro nunca é como imaginamos. Grey’s Anatomy ( S05E23)

 

 

Beijo,

Carmem

 

P.S. A foto é do Tumblr, mas tem muito tempo que está aqui e eu não tenho o link =/

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