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Criação, emoção, coração

 Ligo o computador. Abro o navegador para olhar e-mails. Respondo alguns e excluo outros. Compartilho no chat o link de um trailer de um filme francês e saio do Facebook. Procuro atualizações nos blogs de moda que visito e nada muito interessante foi postado hoje. Em uma ligação rápida, afirmo que não vou me demorar a dormir. O dia foi chato e improdutivo, o que me deixou irritada. Nem a vitória da seleção feminina de vôlei conseguiu me animar por muito tempo. E vitória. Não chorei hoje. Abro um documento em branco do Word e lutando contra o cursor que insiste em me irritar, resolvo escrever. Quando tenho um dia ruim, falar me ajudava. Hoje já não mais. Resolvi escrever.

Comprei uma câmera. A vontade de que algo novo tomasse conta da minha vida era tão grande que acabei investindo em uma câmera “melhorzinha” para eu me aventurar nesse mundo. Quero ser reconhecida como fotógrafa? Quero ser conhecida no grupo de amigos ou na família como aquela que tira fotos bacanas? Não sei. Acho que não. E sinceramente, acho que a compra foi mais uma tentativa de criar um mundo novo pra mim do que dividi-lo com outras pessoas. Do que adiante então uma câmera se você não quer compartilhar o seus trabalhos? Adianta para me fazer sorrir realizando alguma coisa; para me fazer sentir meu coração vibrar colocando emoção em algo; para movimentar uma vida que teima em pesar todo dia em que acordo, com o sol invadindo a janela do meu quarto. A câmera, entretanto, está parada. Não estou a usando o quanto deveria, ainda mais me encontrando em casa, sem grandes compromissos acadêmicos e entregue ao ócio. Sinto que deveria estar fotografando. Sinto que foi mais um investimento daqueles que a gente faz acreditando que vai ser legal e no final, não dá em nada. Posso estar enganada. Penso que se tentar tirar uma foto por dia, talvez eu pegue o gosto pela coisa e me sinta bem fotografando.

Confesso que, para além dos meus pais e irmã, compartilhei com apenas duas pessoas a compra da câmera. Estava com um misto de receio pelos comentários que poderiam surgir (“Pra que você quer uma câmera?” “Vai viver disso?” “Fotografia é cara! Não sei se é uma boa ideia você começar…”) e vergonha. Não sei explicar. Estava com vergonha das futuras perguntas das pessoas, assim como tenho vergonha de sair com a câmera por aí e fotografar aquilo que me chama a atenção. Não fico à vontade nem para fotografas com os meus amigos por perto porque dentro do grupo que teoricamente pertenço já existem pessoas conhecidas por isso e nunca lidei muito bem com o fato de ser a novata em alguma coisa. Talvez, o maior problema nessa história toda é que eu fico muito vulnerável em relação a críticas negativas. Posso receber vários comentários positivos, mas o meu foco vai apenas para aquele comentário negativo. Num momento em que nada do que eu faço me agrada, quase nada prende a minha atenção tampouco demanda um interesse verdadeiro, um comentário negativo é semelhante àquele vento traiçoeiro que bate quando você termina de montar o seu castelo de cartas. Talvez seja por isso que eu esteja com vergonha de partilhar a compra da câmera. As pessoas vão começar a fazer perguntas, a falar mal da minha escolha e, sinceramente, meu corpo não consegue lidar com esses baques. Mas e se elas falarem bem, menina? Podem falar. E eu acredito quando elas falam, para além desse caso da câmera, que não passa de um exemplo. Mas recebem um elogio ou cumprimento caloroso, não parecem ser suficientes diante da angústia e do olhar que continuamente procura o chão. Retomemos aquela aula de matemática sobre multiplicação com sinais: -3 x 7 = -21. É como se os comentários positivos fossem neutralizados pelos comentários negativos, assim como o sinal do 7 foi neutralizado pelo sinal do 3. Ainda estou aprendendo a lidar com essa neutralização. Estou estudando maneiras de contra-atacar. Melhor dizendo, de utilizar a queda para arrancada ainda maior; de receber o comentário negativo e usar da energia dele para algo. Uma coisa assim, meio Poliana. Não sei quando isso se dará, talvez quando eu aprender a utilizar os diferentes níveis de abertura do obturador ou do ISO da nova câmera.

Perguntaram-me uma vez a razão de um blog. A razão de eu publicar experiências minhas aqui, como uma extensão da minha memória. Ainda não sei se vou manter esse espaço ou se vou fechá-lo de vez para que outra pessoa faça bom proveito deste nome tão criativo (só que não). Andei pensando: Por que eu escrevo para pessoas que eu não sei se existem? Por que estou esperando um público? Não devo escrever aos moldes daquelas garotas que vivem (literalmente) dos seus blogs, seja de moda, de culinária ou de decoração. A angústia, hoje, tem um lugar certo no meu peito e proporciona um nó cativo na minha garganta. O que fazer? Comprei um instrumento que me ajudará a escrever com a luz e tenho um espaço que me dá condições de escrita virtual. Em ambos, coloco o meu coração apertado. Por isso, devo conseguir usar desse espaço para partilhar uma experiência, desvendar um sentimento e tentar colocar em palavras alguma emoção (res) sentida.  E se tocar em alguém, ótimo. Se não tocar, ótimo também. Nessa internet, terra de ninguém, desejo que bons ventos levem as minhas palavras, assim como as flores da foto que encerra esse post.

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Sobre corpos angustiados e outras coisas

Não se pergunte por que as pessoas enlouquecem. Se pergunte por que não enlouquecem. Diante do que podemos perder num dia, num instante, se pergunte que diabos é isso que nos faz manter a razãoGrey’s Anatomy –  4.15 “Losing My Mind”

Sabe aquele momento em que você para por um instante e pensa que esse não era o lugar em que você queria estar? Que essa não era a vida que você queria para você e que essa rotina massante atinge tanto o seu corpo que a vontade que você tem é de passar o dia inteiro dormindo? Suas costas doem por causa do peso que você carrega. E olhe que sua bolsa é leve. O que será, então? As pessoas costumam chamar isso de somatização, ou seja, quando o seu corpo responde a algo que não é da ordem do corpóreo. Eu prefiro dizer que o que dói, na verdade, não são as costas, mas o imperativo “tenho que”. Daí você olha para o lado e vê que o outro está sofrendo também. É a mesma dor? Não ousaria medir ou comparar, de fato. Mas quando ele começa a elencar os mesmos motivos, falar das mesmas aflições e lamentar as mesmas impotências, um comum se fez presente. Poderíamos dizer que tal pessoa apresenta os mesmos sintomas que você numa linguagem “diagnosticante” e que, por isso, vocês sofrem do mesmo mal. Não se sofre mais sozinho. Não se está mais sozinho. Quando se tem tanta gente sofrendo nesse mundo, é quase egoísmo sofrer sozinho…

Isso não significa dizer que você não sofre só porque o outro compartilha com você a mesma dor, mas sim que se sofre em conjunto porque existem uma série de exigências sociais que fazem com que você seja como é. Talvez você sofra quando o seu corpo não suporta a demanda. Que sociedade é essa que faz com que soframos tanto? Que sociedade é essa que nos faz nos sentirmos culpados por estar fazendo a coisa certa? Longe de qualquer ar de militância que este texto possa estar tomando, questiona-se o fato dos corpos serem disciplinados de forma tal que por mais fortes que sejam forjados a ser, não aguentam a pressão e adoecem. O sono intermitente, a vontade de não continuar o que se pretendia e a necessidade quase constante de que alguém diga que as coisas irão dar certo, um dia. Você não confia mais em si mesmo por ter se colocado nessa posição e procura alguém que, para além de um abraço, diga que talvez essa “crise” seja só uma fase. Será que poderíamos pensar em um chefão que precisamos derrotar, resgatar a princesa e finalmente passar de fase? Nunca fui muito boa em video-games.

Estamos velhos e cansados aos 20 anos. Não somos corajosos o suficiente para desistir porque outras pessoas dependem da nossa continuidade nessa vida embotadora de desejos. A paixão inicial foi minando aos poucos e não sentimos mais a mesma alegria por estar realizando determinado trabalho. E temos reflexos nos nossos corpos: olheiras, varizes, marcas de expressão e um olhar triste, carregado dessa angústia. Esperniamos, gritamos, choramos – talvez nem esperemos mais que alguém ouça nossa voz silenciada – mas o corpo responde assim. A vontade de viver, a potência de produzir novos mundos se esvai em meio a corpos impotentes. Vivemos no entre o saber que precisamos fazer algo para modificar o estado atual das coisas e o fato de que nossos corpos, cansados, não são mais tão desejantes quanto outrora.

Carmem

Eu fui assim: Colação de Grau

Janeiro/fevereiro são os meses oficiais de colações de grau por aqui. É aquele momento em que primos (e outros familiares), amigos, amigos de amigos concluem uma graduação e nos convidam para compartilhar esse momento. Por mais que sejam cerimônias demoradas, em que xitrilhões de nomes são chamados um a um no palco para receber um canudo simbólicos e discursos motivacionais são proferidos, são também aquelas ocasiões em que todo mundo se arruma um pouquinho mais para prestigiar aqueles que os convidaram ou ao menos para participar de uma comemoraçãozinha depois. Tem coisa melhor do que ir para um ambiente agradável, comer com pessoas bacanas e dar boas risadas? Além é claro daquelas frases ótimas: ” Olha, Carmem está de salto!”; “Gente, Carmem está de maquiagem!”.  Em todo caso, gosto desses eventos que pedem uma produção mais arrumadinha.

Eis que eu acabei indo para apenas duas colações esse mês e escolhi a mesma lógica de montação. Nunca fui fã daqueles vestidos brilhosos, extremamente rodados ou com muitos babados configurando aquele tipo de roupa que eu nunca mais usaria na vida! Então, coordeno peças que são fáceis de usar em outra ocasião, mas que juntas formam um conjunto lindo e digno de uma formatura, além de me sentir confortável e nenhum pouco incomodada com uma roupa que não tem a minha cara. No caso da outra colação, estava com uma saia preta básica, blusa listrada azul e branco com um pouco de renda marcando a cintura e uma sandália com salto de estampa de cobra – logo, equilibrei o foco entre a blusa e a sandália. No caso deste aqui, estava com vontade de estrear minha saia de renda liiinda que me custou apenas 20 dinheiros e precisava de uma blusa mais básica. Esta aqui não é tão básica por conta do caimento diferente, daí acrescentei um colar poderoso e pronto!

A saia é da Riachuelo.  A blusa é da Coliseum. O mix de pulseiras comprei de uma amiga –  aqui o contato no facebook; a bolsa é da Gaps Modas em Lagarto (interior de Sergipe) e o colar e o anel de corujinha são da Maison Jolie e a sandália é Dakota comprada em São Paulo ano passado (ela tem um salto bastante confortável, mas nem a melhor sandália de salto do mundo aguenta 4 horas em pé ouvindo aqueles nomes todos serem chamados).

Beijo,

Carmem

P.S.  As fotos não estão as melhores, mas acho que deu para ter uma noção do look =]

E em 2012, o que vai ter?

O ano de 2011 acabou faz tempo e a minha lista de desejos para o ano vindouro foi só aumentando. Tudo o que você faz perto dos dias finais do ano é seguido de um “projeto para o ano que vem” .Eu comecei a fazer uma lista para o  “101 coisas em 1001 dias” a um tempinho. Duas de minhas blogueiras queridas estão participando do projeto e percebi várias coisas em comum entre nós (Aqui para conferir:  Mayara e Suzanne.) Resolvi resgatar alguns itens e fazer uma lista diferente, de aspirações para 2012! Coisas simples, até. E sim, eu que escrevi sobre o futuro e de como eu não gosto de fazer planos. Continuo não gostando. Mas nada me impede de me divertir escrevendo essa lista e arquitetando modos de realizar esses itens listados. E se os planos servirem como um trampolim para o real, como disse o outro? Continua sendo assustador e confuso, mas acho que eu posso dar um salto nessa piscina sem muito drama.

  1. Usar menos havaianas para sair.
  2. Cozinhar mais. (pelo menos a cada quinze dias)
  3. Beber mais água. (pelo menos 1 litro por dia)
  4. Ler ao menos um livro não-acadêmico.
  5. Fazer uma faxina nos meus e-mails.
  6. Item secreto 1.
  7. Ir à praia.
  8. Viajar com o namorado.
  9. Poupar mais dinheiro.
  10. Fazer o cadastro no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME).
  11. Fazer uma faxina no guarda-roupa para doar algumas peças.
  12. Ver os filmes do Chaplin que eu acumulei ao longo de 2011.
  13. Ver os filmes entocados no computador e emprestados por amigos (e devolvê-los).
  14. Devolver livros emprestados.
  15. Dedicar-me ao menos a um livro de M. Foucault que eu comprei em 2011.
  16. Tomar sorvete na Sorveteria famosa do Castelo Branco.
  17. Item secreto 2.
  18. Comer Yakisoba no New Hakata.  (O ambiente é muito bacana. Consegui comer o tal yakisoba com um grupo de amigos)
  19. Jantar no Parmegiano.  (Comi pizza lá, duas vezes. O lugar é bem agradável e a pizza é boa e barata.)
  20. Experimentar hambúrguer de soja.
  21. Fazer uma compra (pode ser pequena e barata) em algum site internacional como o Ebay, por exemplo.
  22. Escrever um artigo científico e mandá-lo para publicação.
  23. Experimentar comida japonesa. (Sushi vegetariano feito em casa, conta?)
  24. Item secreto 3.
  25. Fazer o trajeto Lagarto/Aracaju ou Aracaju/Lagarto dirigindo. (Aeee! Foi Lagarto/Aracaju e à noite, ainda por cima.)
  26. Revelar uma foto bacana para colocar em um porta-retrato.
  27. Fazer as unhas com uma manicure. (em um salão ou não) (Na casa de vovó, em abril. Fiquei parecendo uma mocinha :p)
  28. Comprar um calçado marrom/bege.
  29. Completar os meus DVD’s de Grey’s Anatomy com as 2ª e 7ª temporada.  (Felicidade define! Comprei a 2ª e ganhei a 7ª <3)
  30. Item secreto 4.
  31. Fazer uma faxina nos favoritos do meu navegador.
  32. Começar a fazer alguma atividade física (pilates, por que és tão caro?)
A lista não seguiu uma ordem de prioridades no momento em que foi feita e é bem aleatória. A motivação para o post veio e eu acabei produzindo essa lista, fui escrevendo o que me foi vindo à cabeça, na verdade. Possa ser que eu aumente esse número depois. Ou não. Percebe-se o quanto a minha alma de gorda aparece nos itens, não é? Ora sair para comer, ora cozinhar. Mesmo já tenho passado do meio de janeiro, ainda não sei se estou pronta para 2012, mas estamos aí.
Carmem

Comida: Pavê de bombom

Estou de TPM a umas 2 semanas. Dessa vez, o enjoo veio forte e eu não ando comendo direito. Mas, nas minhas andanças pela internet, sexta passada eu vi esse pavê no Yahoo! Mulher e me bateu uma vontade louca de fazer.  Na sexta, não consegui fazer porque não tinha um dos ingredientes principais na despensa – os benditos bombons –  e não estava com disposição para ir ao supermercado comprá-los. No sábado, acabei estudando (oi?) e com a velha preguiça que pede cochilos, acabei não saindo para comprá-los também. Daí que domingo passado, eu acordo com a minha mãe falando que foi numa mercearia aqui perto de casa e trouxe os bombons para eu fazer o bendito pavê. Ai que alegria, viu? Corri logo para a cozinha para garantir minha sobremesa delícia e registrei o passo-a-passo para colocar aqui.

Observação importante: adoro raspar a panela na qual é feito o creme branco. Até deixo um pouquinho estrategicamente para mim o/

Fiz algumas modificações da receita original: 1) Usei Serenata de Amor ao invés de Sonho de Valsa; 2)No creme de chocolate, como não tínhamos chocolate em pó aqui, usei o Nescau® que é um pouco mais escuros que outros achocolatados do mercado, mas como ele tem açúcar, não coloquei o açúcar que a receita pedia, ficando um creme mais meio amargo. Acho que deu certo essa mudança, até porque a autora da receita nos diz que ele ficaria bem doce, mas não enjoativo. E como menos é mais, preferi não arriscar colocando o açúcar. 3) Montei em um refratário mais estreito assim fiz mais camadas ao invés de apenas uma de cada. O esquema foi o seguinte: creme branco – bombons picados – creme de chocolate – creme branco – bombons picados – cobertura de chantilly.

Usei:

10 bombons picados (usei mais 1 para colocar em cima como decoração)

Para o creme branco

  • 1 lata de leite condensado
  • 2 latas de leite condensado ( se você usar o leite condensado de caixinha ou não quiser usar a lata como medida, cada lata equivale a 300 ml. Nesse caso, foram usados 600 ml de leite).
  • 2 gemas de ovo
  • 2 colheres (sopa) de açúcar
  • 2 colheres de maisena
  • Baunilha, se quiser. (Eu gosto de colocar porque a baunilha ajuda a tirar o cheiro/gosto da gema, mas se você peneirar ela e tirar aquela partezinha branca, não fica com o cheiro/gosto. Dessa vez, eu não coloquei).
Para o creme de chocolate
  • 1 xícara (chá) de leite
  • 1 colher (sopa) de maisena
  • 3 colheres (sopa) de Nescau®
Para a cobertura de chantilly
  • 2 claras de ovo
  • 4 colheres (sopa) rasas de açúcar (Eu usei colheres rasas com receio, mais uma vez, de ficar muito doce)
  • 200g de creme de leite (ou uma caixinha – quem preferir, compra a lata e tira o soro, mas eu acho mais prático usar a caixinha.

O que eu fiz:

– Como aqui está um calorzão, deixei os bombons na geladeira enquanto preparava os cremes. Assim cortar eles ficaria mais fácil sem o chocolate derretendo no seus dedos e grudando na faca.

– No creme branco, dissolvi a maisena no leite antes de ir ao fogo para evitar a formação daqueles bolos, sabe? Depois, só juntei o restante dos ingredientes e levei ao fogo médio. Lembre-se de ir mexendo sempre até engrossar. Desligue o fogo e reserve.

– Peguei logo o refratário, despejei metade do creme branco (coisa que eu esqueci de fotografar hehe). Enquanto esfriava um pouco, preparei o de chocolate.

– No creme de chocolate, fiz a mesma coisa com a maisena e o leite. Depois, acrescentei o chocolate. Como esse creme engrossa mais rápido que o outro, deixei no fogo baixo e continuei mexendo sempre até engrossar. Desligue o fogo e reserve.

– Tirei os bombons da geladeira e comecei a picá-los bem aleatoriamente. Detalhe: Usei uma faca grande de cozinha, para desmanchá-los o menos possível.

– Lembra do refratário com o creme branco? Coloquei metade dos bombons picados em cima desse creme. Depois, veio o de chocolate. Dica importante: Você não vai conseguir despejar o creme de chocolate de uma vez só em cima dos bombons porque ele é bem mais firme. Se tentar, um lado ficará com o creme e outro não. Confie em mim! Vá aos poucos, às colheradas, para cobrir toda a superfície de bombons. Depois, coloquei a outra metade do creme branco e o restante dos bombons.

– Nunca gostei muito de batedeira, então aprendi a fazer claras em neve utilizando apenas um prato e um garfo. E olhe que sempre dá certo, viu? Consigo até virar o prato de cabeça para baixo sem que ocorram acidentes. Bati as duas claras até ficarem em ponto de neve, acrescentei o açúcar e continuei batendo. Depois, coloquei o creme de leite e voilá, o chantilly está pronto para cobrir o pavê.




– Coloquei no freezer porque eu queria comer logo, mas você pode fazer e colocar na geladeira algumas horas antes de servir.

A primeira receita do ano fez bonito! Eu não sei vocês, mas eu não achei essa receita das mais baratas do mundo. O pavê tradicional com biscoito de maisena sai mais em conta. Minha mãe comprou os bombons a 50 centavos cada, mas já vi lugares vendendo de 70 ou até 80 centavos! Assim, acho que daria para fazer na Páscoa, aproveitando os bombons que vem nos ovos ou comprar aqueles sacões em promoção nas Lojas Americanas. Não acho que seja aquela receita para você fazer todos os dias, mas numa ocasião especial cabe muito bem, já que os bombons não serão os únicos itens dos seus gastos.

Terminado o desabafo financeiro, preciso confessar que estava com saudade de fazer um post culinário. Acho que a conversa com um amigo cujo projeto de 2012 é aprender a cozinhar me fez dedicar-me a essa receita. Sei que o passo a passo é o mesmo da dona da receita, mas eu acho bacana compartilhar por aqui também mesmo que corra o risco de ficar “repetitivo”. Bom, se alguém testar (tanto a original quanto minhas adaptações) avisa o que achou =)

Beijos da Carmem cozinheira. 

Eu fui assim: Teatro Tobias Barreto

Todo final de ano é a mesma coisa: as escolas resolvem fazer uma festa de encerramento! As crianças de várias idades diferentes apresentam coreografias que ensaiaram durante todo o ano. Os pais são convidados a ir assistir e no caso da minha prima de 7 anos, podem levar outros convidados.  Eu fui uma dessas convidadas e é o terceiro ano consecutivo em que a vejo dançando. Eu adoro esses eventos, de verdade. Mas nesse dia, eu tinha saído de casa pela manhã, passado o dia inteiro tendo aula e fui correndo para casa e mesmo com vontade de ceder ao cansaço, coloquei uma roupa bonitinha e fui vê-la dançando o tema musical da Jasmine, do Aladim! Ela me convidou pessoalmente, o que eu poderia fazer?

O tema da festa eram Contos de Fada, então tivemos crianças fofas do maternal vestidas de Chapeuzinho Vermelho. Outras dos 7 anões. Meninos de lobo-mau. Casais representando a Bela e a Fera e dançando ao som daquela música gravada pela Eliana (quase choro nesse, confesso). Apresentações coletivas de balé, canção cantada ao vivo em japonês (!!!) e os alunos mais velhos (do ensino médio, suponho) apresentaram uma dança indiana de maneira incrível. Mesmo.  Além de um casal mais velho que dançou tango e apresentação final com uma menina que todo ano faz sua perfomance solo de balé.

Acho a oportunidade das crianças se apresentarem em um Teatro uma coisa linda demais. A estrutura, a preparação antecipada para o grande evento, a espera no camarim para o momento de sua apresentação, a atmosfera de companheirismo e de ajuda ao outro e a importância que aquela apresentação tem na vida delas independente de pontuação na média. Para mim, é muito interessante. É claro que o conforto das cadeiras, da climatização e da acústica do Teatro para quem está assistindo algo que durará, em média, mais de 2 horas também é importante e conta para que dirijamos nossa atenção aos artistas da noite. Fui nos dois anos anteriores e gostei muito. Todos eles no Teatro, todos eles me surpreendendo e todos eles colocando em mim uma vontade louca de aprender a dançar ou a arriscar alguns passos no meio das pessoas sejam elas conhecidas ou não. Invejo esse desprendimento que, principalmente, as crianças tem diante das outras pessoas, quando o que realmente importa é a diversão proporcionada pela dança.

A cara de pamonha e as olheiras são brinde da UFS depois de um dia exaustivo como contei acima. As pernas brancas são herança genética mesmo. A chemise (ou camisa mais comprida ou tipo de vestido com botões e mangas compridas) que eu amo demais foi feita por Denise, costureira mais que talentosa que consegue realizar quase todos os meus desejos de consumo. Essa chemise foi um deles.  Ela tem mangas compridas, mas mesmo indo para um local com ar-condicionado, resolvi dobrar um pouco e deixá-la assim, manga 3/4. Comprei o tecido e vi o modelo na internet e lá foi Denise transformá-lo em realidade. Apesar de ter um elástico na cintura, não achei que ficou marcada o suficiente e coloquei um cinto de laço da Topeiras para complementar. A sapatilha velha de guerra é a Melissa Campana Flocada preta. Estou com um coque bagunçado no cabelo por conta do bad hair day e uma tiara floral da Renner. A bolsa bege (ou nude) com detalhes dourados é da Sonho dos Pés – um mega achado de promoção. Tinha em preto também, mas o meu coração bateu mais forte por ela. O brinco é de borboleta e é da C e A. O relógio e o mix de pulseiras é praticamente o mesmo (Champion e Bazar Lavou Tá Novo, respectivamente), com exceção da pulseira de contas comprada em Recife já que esse look estava guardado aqui e é de antes da viagem.  Ah, o batom rosinha é um inseparável da Boticário, salvador de todas as horas que dá uma certa levantada na cara de acabada da pessoa que voz escreve.

Que venha o especial de final do ano que vem, cujo tema imagino que seja algo do tipo: “Entre terremotos e previsões: o não-fim do mundo”.

Beijo,
Carmem 

P.S. Não sei variar as poses, como se pode perceber nas fotos.

Eu nunca…


andei a cavalo!

Na verdade, eu quase andei de pônei na Fazenda Boa Luz quando eu tinha uns 10/11 anos. Mas acho que não rolou uma química muito boa entre eu e o pequeno animal.  Engraçado como tenho amigos que tem seus próprios cavalos em fazendas suas ou de seus avós e que tem esse costume de andar a cavalo em finais de semana ou nas férias. Lembro de uma amiga holandesa que tive no ensino fundamental e da paixão que ela tinha por cavalos. Desenhava-os em todo papel que tinha oportunidade e contava altas aventuras e de como tinha aprendido a andar com o pai etc.  Não é que eu a inveje, mas essa é uma experiência que eu gostaria de ter. Diferente de nadar, por exemplo, que eu também não sei, mas não morro de vontade de fazer.

Acho cavalo um animal muito bonito ♥ Imponente e ao mesmo tempo carinhoso também.  Lembro-me das exposições agropecuárias que sempre frequentei em Lagarto durante o resto da minha infância e adolescência e da quantidade de belos cavalos que ali se encontravam. O cheiro pouco me importava. Estava mais preocupada em admirar os cabelos trançados, o modo como eles se deitavam e tratavam os donos, como comiam e de como aqueles estranhos de olhares curiosos interferiam no seu dia.  De como um passeio os fazia bem e de como, pela cara deles, pouco importava a raça do seu pai, se já tinham ganhado prêmios ou se tinham sangue puro.

São animais carinhosos, não resta dúvida. Até eu que nunca cheguei perto de um (exceto aquela vez na Boa Luz) sei disso. Acredito que filmes que apresentam cavalos no rol de personagens colocam o carinho como uma das importantes e principais características deles. São animais fortes e dóceis, vide o uso deles na ecoterapia. Por que estou falando tanto do perfil dos cavalos? Provavelmente para me convencer de que eles são fofos e que eu não preciso temê-los. Claro que uma patada deles me derrubaria fácil e me machucaria horrores, mas isso é um detalhe irrelevante diante de tanta fofura. Aqui no Parque da Cidade (de Aracaju) funciona um programa de ecoterapia. Deve ser muito interessante pensar/ver o modo de relacionamento das crianças com os animais. São poucos animais habilitados para o serviço e parece que a situação do lugar está bem precária, com sessões semanais de 20 minutos de duração – dados obtidos por dois colegas de classe que realizaram um trabalho lá esse ano.  Quem sabe eu não alio a minha vontade de conhecer o Parque da Cidade com a oportunidade de ver os cavalos em ação?

Como falar de cavalos e não falar do amado Cavalo de Fogo? Foi, com toda certeza, um dos meus desenhos favoritos da infância! Ele era roxo, falava e ainda cuidava da princesa Sarah, além de salvá-la sempre que ela se metia em encrenca por conta da Diabolyn. Ai que saudade desse desenho! Descobri, nas minhas andanças pelo Google, que ele tinha apenas 13 episódios e assim como Caverna do Dragão, não teve um final. Ou seja, não precisamos xingar mais o Silvio Santos por ter parado de exibi-lo ou de só exibir episódios repetidos. Realmente, não tinha muito o que fazer. Mas quem se importa? Cantemos a música e recordemos esse desenho mais que bacana.

No meu sonho eu já vivi um lindo conto infantil
Tudo era magia
Era um mundo fora do meu
E ao chegar desse sonho acordei
Foi quando correndo eu vi
Um Cavalo de Fogo ali

Seja como parte da infância, seja como um desejo futuro, cavalos estão presentes na minha vida, mesmo que eu nunca tenha passeado /montado em um.

Beijo,

Carmem

Imagens daquidaquidaqui e daqui.